Crash - No Limite (EUA/Alemanha, 2004)

 

Sinopse:

O filme mostra o encontro de vários personagens totalmente diferentes nas ruas de Los Angeles: uma dona-de-casa e seu marido, promotor público, da alta sociedade; um lojista persa; um casal de detetives da polícia - ele afro-americano, ela latina -, que também são amantes; um diretor de televisão afro-americano e sua esposa; um mexicano especialista em chaves; dois ladrões de carros da periferia; um policial novato; e um casal coreano de meia-idade. Todos vivem em Los Angeles e cada um tem sua própria história. Nas próximas 36 horas, eles vão se encontrar.

 

Comentários:

Ganhador com méritos do Oscar 2005, Crash é uma das excessões de Hoolywood.  Trata-se de um filme bem produzido, com bons atores, mas com um tema social bem presente nos EUA, que é a paranóia que foi criada principalmente depois dos acontecimentos do 11 de setembro de 2001.  A convulção social, os medos, o racismo, xenofobia são incutidos nas histórias que se entrelaçam durante o filme, que prendem o espectador sem ser cansativo.

É de se espantar como os temas são tratados de forma realística, sem os medos que diversas produções americanas acabam incorporando.  Outro aspecto muito importante é atuação do elenco que é excelente, representando convincentemente os papéis difíceis reservados, desde os atores menos conhecidos até os medalhões como Sandra Bullock, Brendan Fraser, Matt Dillon, Ryan Phillippe e Don Cheadle. Afinal, não são apresentados protagonistas. Todos os personagens são obrigados a integrar e interpretar o balaio da discórdia.

Um filme que discute a realidade e, mesmo se passando nos EUA, podemos tirar nossas próprias conclusões e lições para nosso país, é extremamente importante assistirmos e discutirmos em sala de aula ou nas rodas de amigos.

Terapia do Amor (EUA, 2005)

 

 

Sinopse:

Rafi (Uma Thurman) é uma mulher recém-divorciada. Aos 37 anos, ela mora em Nova York e decide se dedicar à sua carreira, mas, quando conhece Dave (Bryan Greenberg), um talentoso pintor de 23 anos, tudo parece mudar. Especialmente quando ele se apaixona por ela. O filme mostra o ponto de vista não somente do casal envolvido, mas das pessoas que o cercam, mostrando todas as conseqüências sociais quando duas pessoas se apaixonam.

 

Comentário:

Esta é uma boa comédia romântica com um elenco de primeira, Maryl Streep e Uma Thurman estão muito bem.  O cotidiano da vida moderna contraposto com duras regrais morais religiosas.  Um enfrentamento que uma terapeuta tem que fazer ao se deparar com uma de suas pacientes apaixonada por seu filho.

Esse tipo de situação que nos é comum no dia-a-dia, é bem trabalhado, já que como fazer para colocar o discurso aconselhador à prática, o "faça o que eu digo mas não faça o que eu faço".  Nesse contexto, as paranóias podem trocar de lado e, até onde deixar os filhos resolverem suas próprias vidas sem a interferência dos pais, é um dos questionamentos.  Desde a escolha da profissão às escolhas amorosas, relacionando-se com as posturas de uma profissional especialista em aconselhar duvidas sentimentais.

É bem interessante e ao mesmo tempo bem divertido, acho que é uma boa escolha pra se ver a dois ou mesmo só.  No fim ainda nos resta uma pequena lição de vida, sempre bom em horas críticas.

Araguaya - Conspiração do Silêncio (BRA, 2004)

 

Sinopse:

No auge da ideologia da segurança nacional do Exército brasileiro, um partido de esquerda dissidente, militantes (a maioria jovem e inexperiente) e inocentes camponeses travam uma batalha contra o Exército, em região onde a ambição e a miséria dominam. É onde também está padre Chico (Stephane Brodt), um religioso francês que chegou à região do Araguaia no início dos anos 60. A profunda identificação entre padre Chico e os moradores faz com que ele presencie eventos ligados à formação da Guerrilha do Araguaia.

 

Comentário:

Apesar de tratar de um tema tão obscuro de nossa história recente, Araguaya ainda fica devendo como filme.  A produção do filme tem bons aspectos, um bom elenco, mas um enredo que nao esclarece muito.  Talvez minha visão de historiador esteja sendo muito cruel com Araguaya mas, mesmo com falhas vale a pena ver.

Não gostei das mudanças de tempo e de o filme nao aprofundar mais a respeito da vida dos principais guerrilheiros, de sua formação e ideais.   Como sabemos alguns dos sobrevivente e parentes das vítimas buscam na justiça a abertura dos arquivos do exército sobre a guerrilha.  Recomendo justamente por representar um fato quase esquecido na história de nosso país, sendo mencionado em poucos livros de história, além da falta de documentos a respeito dos acontecimentos.  Serve para indagarmos os rumos da ditadura, e como as atuais autoridades ainda nao conseguem respoder definitivamente sobre o desaparecimento de tantos jovens e idealistas durante o regime militar.

Agonia e Êxtase (EUA, 1965)

 

 

 

Sinopse:

Agonia e Êxtase retrata a vida do grande artista do Renascimento italiano, Michelangelo Buonarroti. Em 1508, ele é convidado pelo Papa Júlio II a realizar uma grande obra: pintar o interior da Capela Sistina, no Vaticano. Após quatro anos de trabalho árduo e muitos conflitos com o Papa, Michelangelo conclui sua tarefa. O resultado é uma verdadeira obra-prima.

 

Comentário:

Em tempos de visita papal ao Brasil, é interessante conhecer um pouco da História da Igreja de seu poder e de sua ostentação artística.  Sem falar que estamos diante de um grande clássico do cinema que sempre valerá à pena rever

O bom enredo que conta como foi pintado o teto da Capela Sistina no Vaticano, sob as ordens do Papa Julio II e o conflito com o gênio forte de um dos melhores artistas da época, Michelangelo, interpretado nada mais, nada menos que por Charlton Heston.  Uma boa fonte ilustrativa desse período histórico do renascimento e traz à luz muitos dos elementos da revolução cultural financiada pelos mecenas de Florença.

Não é a melhor obra que Heston atua, mas sem dúvidas é um belo filme, obra prima do cinema da década de 60, que teve grandes produções de teor histórico, e Agonia e Êxtase é uma das mais célebres obras desse período.  Reitero que vale muito a pena ver ou rever, abrindo sempre os olhos pra novas perspectivas.

Os Infiltrados (EUA, 2006)

 

 

 

Sinopse:

O longa mostra a rivalidade entre a polícia de Boston e uma gangue de traficantes de drogas de origem irlandesa. Um dos bandidos é escolhido para se infiltrar no grupo de policiais, enquanto que um oficial é destacado para ser informante dentro da gangue.

 

Comentário:

Talvez nem tenha sido o melhor filme dentre os concorrentes ao Oscar 2007, mas os Infiltrados consegue reunir um elenco de primeira e o ótimo diretor Martin Scorsese.  É justamente por este filme que Scorsese ganha seu primeiro oscar como diretor, apesar de haver filmes melhores.

A trama é boa e envolve o espectador desde o início, tem boas sequencias de ação e doses de suspense.  Se não é a melhor obra de Scorsese e pode nao ter sido o melhor filme entre os escolhidos pelo Oscar, Os Infiltrados é uma produção impecável técnicamente, desde a direção até as boas atuações e surpresas no final

Vale a pena conferiri de perto, e se deliciar, pois o filme nao é cansativo e nos deixa envolvidos até a última cena, altamente recomendável.

A grande Ilusão (EUA, 2006)

 

 

Sinopse:

O filme conta a história fictícia do político populista Willie Stark (Sean Penn), figura baseada no governador Huey Long, do estado norte-americano da Louisiana.

 

Comentário:

Filmes com temas políticos ou que elvolvem diretamente um politico sempre fui um prato cheio para o cinema.  A grande Ilusão é um desses bons filmes, que caracterizam perfeitamente tipos que frequentemente estão dentro do meio político.  Com uma história inspirada em fatos reais, mas que poderia se encaixar na vida de diversos políticos, principalmente os brasileiros. 

A trama é envolvente e bem interpretada, Sean Penn está perfeito no papel do politico populista, que tem sua trajetória cheia de percalsos que vai do moralismo idealista à politicagem de interesses.  É facil reconhecer como é dificil a vida de alguem honesto que deseje fazer uma carreira política sem se envolver nas maracutaias, mas pode ser um sinal que com perseverança podemos encontrar bons politicos.

Vale a pena assistir, e fazermos um paralelo com a politica brasileira ou mesmo com o candidato em que votamos nas ultimas eleições.

O Contrato (Alemanha/EUA, 2006)

 

Sinopse:

Ray Keene (John Cusack) é um pai de família que parte numa viagem para tentar a reconciliação com seu filho. No entanto, ele está no meio de uma missão: escoltar um criminoso procurado pelo FBI (Morgan Freeman) que cruza seu caminho. Ao mesmo tempo em que tenta proteger seu filho, ele precisa fugir de um grupo que tenta resgatar o criminoso.

 

Comentário:

Apesar de não ter feito muito sucesso nas salas de cinema, O Contrato está entre os mais locados desde seu lançamento em vídeo. O filme tem boas sequencias de ação e suspense mas a trama tem muitas falhas.  Talvez isso tenha afstado o publico dos cinemas e, mesmo com o bom elenco, ele nao empolga.
O clichê básico de um ex-agente da CIA que se torna assassino, planejando matar um figurão milionário.  Entretanto o envolvimento do FBI termina sem muitas explicações já que a agente federal contrata alguem para eliminar o assassino, que posteriormente nao se sabe direito se era vilão ou mocinho. 
Mas como tem muitas pessoas que gostam de boas sequencias de perseguição e tiroteio, vale a pena conferir, e tirar suas próprias conclusões.

 

Anjos do Sol (Brasil, 2006)

 Sinopse:

Inspirado em diversos artigos publicados na imprensa, o filme fala sobre o mundo da prostituição infantil no Brasil por meio da história de Maria (Fernanda Carvalho), uma menina de 12 anos vendida pelos pais. Ela cruza o Brasil numa longa jornada, forçada a se prostituir para sobreviver, enquanto busca um futuro melhor.

 

 

Comentário:

Sem dúvidas o melhor filme brasileiro de 2006.  Não só por tratar de um tema tão atual e cruel da nossa sociedade mas, por também compor uma bela obra de arte.  Mostrar a realidade brasileira parece que nunca é muito dificil, principalmente falar de graves problemas sociais que assolam nosso povo, muitas vezes com a conivencia das autoridades e políticos.  Anjos do Sol não só mostra isso mas, como se baseia em fatos reais, torna-se ainda mais chocante.

Premiado no Brasil e no exterior, o filme traz boas atuações de Antonio Caloni e Darlene Gloria, uma atriz novata mas que soube interpretar brilhantemente.  É necessário que assistamos com os olhos criticos de quem quer mudar a realidade brasileira, de quem quer ajudar verdadeiramente desvelando um Brasil ainda mais injusto do que os telejornais mostram diariamente.   

Enfim é um bom filme, que recomendo para aqueles que não tem medo da realidade e querem encará-la de frente e buscar soluções urgentes.  Temos que nos comover mas, também, reagir, acho que o filme consegue nos motivar a reagir, e é isso que mais o país precisa nesse momento, que o cidadão saia de seu comodismo e reaja.

Tiros em Columbine (EUA, 2002)

 

Sinopse:

Vencedor do Oscar de Melhor Documentário em 2003, Tiros em Columbine, de Michael Moore, explora os motivos pelos quais os americanos têm tanto fascínio por armas de fogo. O ponto de partida para essa investigação foi o assassinato em massa cometido por dois adolescentes em uma escola de Columbine. Por meio de depoimentos de pessoas comuns e celebridades, Moore traça uma ácida crítica aos Estados Unidos.

 

Comentário:

O pensamento armamentista norte-americano sendo questionado por este belo documentário do produtor e diretor Michael Moore.  É muito interessante que possamos identificar similaridades com o nosso próprio pensamento, principalmente daqueles que defenderam a manutenção da venda de armas no último plebescito de 2005. 

A critica aberta de Michael Moore lhe rendeu muitos fãs pelo mundo afora, entretando sua obra é muito reflexiva.  Destrinchando os momentos que as armas foram causa de grandes perdas para os próprios americanos, Moore, partindo do massacre na Escola de Columbine, demonstra através de sua persistência, que as armas fazem parte da cultura do americano.  A facilidade com que se adquire uma arma faz de muitos potenciais assassinos, mesmo os cidadãos considerados "pessoas de bem" que apenas querem se defender.

Apos novo massacre, desta vez na conceituada universidade Virginia Tech, Tiros em Columbine se mostra mais atual do que nunca.  O debate estabelecido por Moore em seu documentário, ganha força nos EUA após mais uma tragédia, enquanto no Brasil, vivemos tempos de violencia incontrolável e, que mesmo assim, o debate sobre a proibição da comercialização das armas foi derrotado nas urnas pela poderosa indústria bélica.

Vale muito apena assistir, e para quem já viu, rever esse poderoso instrumento de reflexão

Flyboys (EUA, 2006)

 

Sinopse:

O filme mostra as aventuras da esquadrilha Lafayette. O grupo é formado por jovens norte-americanos que entraram no Exército francês um pouco antes do fim da Primeira Guerra Mundial, tornando-se os principais pilotos do país

 

Comentário:

Esse é para que gosta de HIstória e ação juntos.  Fly Boys é bem produzido e bem dirigido, tem bons efeitos especiais aliados a boas atuações dos atores principais, com destaque para o veterano Jean Reno.  Poucos são os filmes que retratam episódios da Primeira Grande Guerra (1914-1918), e a Esquadrilha Lafayete foi um dos priemeiros esquadrões aéreos, formados por jovens americanos que se alistavam voluntariamente para servir ao exército francês.  O enredo fica preso aos confrontos da esquadrilha com os pilotos alemães, em boa cenas de ação e combate com os primeiros aviões utilizados numa guerra.

O filme possue clichês clássicos de filmes de ação como uma história de amor, um herói destemido e cheio de neuroses e companheirismo.  Mas vale a pena assistir, dá para aliar diversão e informação.

Casa de Areia e Névoa (EUA, 2003)

Sinópse

Massoud Amir Behrani (Ben Kingsley) está vivendo a vida que sempre sonhou. Ex-militar no Irã, resolveu levar a família aos EUA a fim de viver uma nova vida. Achando que ainda poderia ser uma pessoa influente como era em sua terra natal, mal consegue o seu sustento até que encontra uma oportunidade ao comprar uma casa. O que ele não sabe é sobre a irregularidade do imóvel, o que faz com que ele a perca, especialmente quando sua antiga proprietária, vivida por Jennifer Connelly, a quer de volta.

 

Comentário:

Um bom filme que recomendo, pra ser assitido e discutido.  Não só pelas belas atuaçoes de Ben Kingsley e Jennifer Connely, mas pelo conteúdo reflexivo do filme.  O sonho de vencer na américa, aliado ao estilo americano de vida, faz com que os personagens vivam intensas disputas morais, eticas e familiares.  O discurso de quanto vale nosso apego aos bens materias e a um estilo de vida que muitas vezes pode ser degradante.  Os valores trazidos de uma cultura totalmente diferente podem conviver com o capitalismo selvagem?  Esta pergunta é um dos eixos temáticos que vão reger a trama desde o início e prenderão o espectador na poltrona. 

Outros aspectos importante aparecerão durante o filme que é bem dirigido e tem atuações marcantes.  As situações limite em que são expostos os personagens indicam que a busca por um sonho pode ser muito dolorosa e que nem sempre os resultados são os esperados, mas que há sempre a chance de nos redimir.

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